Associação  Humanitária  de  Bombeiros Voluntários  de  Caneças



 

  História da AHBVC

A Associação dos Bombeiros Voluntários de Caneças foi fundada por escritura pública de 05 de Julho de 1977, sendo seus subscritores os sócios: António Martins da Naia Lemos, Armindo Simões Serrão, Frederico Brandão Gomes, António Alves, António Marques, Aires Leitão e João Helder da Silva Antunes, tendo os respectivos estatutos sido publicados no Diário da República n.º 265, III Série, de 16 de Novembro de 1977.


                 Os Fundadores

António Lemos

Armindo Serrão

Frederico Gomes

António Alves

António Marques

Aires Leitão

João Antunes


Para alojar a Associação, e por intervenção da Câmara Municipal de Loures, foi negociada, com o construtor de um prédio que estava em acabamentos, situado na Rua Aires Martiniano da Silva, lote 2, a cedência de uma zona de loja.

Por extraordinária coincidência de simbolismo, o nome desta rua era uma referência a um Bombeiro da Corporação de Odivelas, morto em serviço, e cuja homenagem fica aqui registada. Esta rua viria, mais tarde, a receber o nome de Rua dos Bombeiros Voluntários, em homenagem generalizada a todos os Bombeiros.

A primeira Assembleia Geral para eleição dos Órgãos Sociais, ocorreu em 05 de Janeiro de 1978, sendo os primeiros Presidentes, da Assembleia Geral, da Direcção e do Conselho Fiscal, respectivamente, os sócios: Carlos Alberto Franco Quintinhas, João Helder da Silva Antunes e António Martins da Naia Lemos.  

A Associação, ainda sem Corpo de Bombeiros, começou a prestar serviços na área da saúde, à população de Caneças, possuindo, para tal, duas ambulâncias. Uma cedida pela Casa de Repouso da Enfermagem Portuguesa e outra adquirida com subscrição de títulos que, posteriormente, foram sendo pagos através de sorteios mensais.

Nessa altura, os Corpos de Bombeiros eram instituídos pelo Governo Civil de Lisboa, após parecer do Inspector de Incêndios da Zona Sul, entidades que, à época, superintendiam a criação de novos Corpos de Bombeiros na área do Distrito de Lisboa. Esse foi o passo seguinte, na senda que a Associação tinha decidido trilhar.

Em Junho de 1980, foi legalizada a constituição do Corpo de Bombeiros, pelo então Conselho Coordenador do Serviço Nacional de Bombeiros. Nesse mesmo ano, ocorreu a primeira escola de Bombeiros. O primeiro comando foi exercido pelo Comandante Alberto Fernando da Cunha.


Primeiro Corpo de Bombeiros da AHBVC. Na foto, podem ser reconhecidos alguns elementos que ainda hoje integram os Quadros da Associação. De destacar, ao centro em pé, o Presidente da Direcção Domingos Tomé e o Comandante Alberto Cunha (já falecido). Também de assinalar, em baixo, no segundo lugar a contar da esquerda, o Comandante Armindo Pinto (agora no Quadro de Honra) que fez toda a sua carreira na AHBVC.


Elementos que constituíram a primeira Escola de Bombeiros da AHBVC


Foi também nesse ano que foi alterada a designação da Associação, a qual passou a denominar-se "Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caneças".

Mediante requerimento ao Primeiro-Ministro, é, também nesse mesmo ano, solicitado que a Associação seja declarada Entidade de Utilidade Pública Administrativa, o que ocorreu em 26 de novembro de 1980, por publicação no Diário da República n.º 274, II Série, da mesma data.

A primeira viatura de incêndio foi inaugurada em Julho de 1981, tendo sido madrinha a menina Ana Rita Dinis Tomé, filha do então Presidente da Direcção, Domingos Manuel Antunes Tomé.


Primeira viatura de incêndio, "Rita Tomé" 


Devido às instalações serem exíguas para o movimento em crescimento, foi alugada, em 1985, numa loja próximo, uma nova instalação para a Área Administrativa, local onde esta permaneceu até à inauguração do novo quartel.


Em cima: Frente da loja onde funcionou a Secretaria Administrativa da Associação.

À direita: Baptismo da primeira viatura de apoio, em frente da loja onde estava instalado o Corpo de Bombeiros. Esta viatura foi adaptada, a partir de um "chassis" oferecido pela Rodoviária Nacional.


O Presidente da Direcção Domingos Tomé e o Comandante Alberto Cunha usando da palavra numa Sessão Solene realizada no barracão do Parque de Viaturas. Já nesse tempo, tal como actualmente, a presença feminina era uma componente importante na AHBVC.


O Comandante Alberto Cunha fazendo a apresentação da formatura, em frente das então instalações do Corpo de Bombeiros.

Nessa época, as instalações da Associação encontravam-se dispersas, ainda que num raio inferior a 50 m, por três zonas distintas:

-  O Corpo de Bombeiros, na loja da Rua dos Bombeiros, lote 2;

-   A Secretaria Administrativa e Direcção, na loja da Rua da República, 124;

-  O Parque de Viaturas, num barracão de chapa metálica ondulada, construído no recanto do gaveto entre a Rua da República e a Rua dos Bombeiros.

O barracão foi construído pela oficina do então Presidente da Assembleia Geral, Carlos Quintinhas, e, na época, custou 450 contos. O local era um terreno público, originalmente destinado a um ajardinamento, e foi cedido por licença da Câmara Municipal de Loures.

Após a demolição do referido barracão, esse jardim foi finalmente construído e inaugurado em 2001, e recorda, sob a forma de um painel de azulejos, a presença dos Bombeiros naquele local.

Diga-se, ainda, que aquele barracão era sobretudo oficina, já que as viaturas estacionavam em plena via pública, num espaço reservado, junto da loja do Corpo de Bombeiros.

E foi nestas condições, algo primitivas, que a Associação se desenvolveu e viveu durante 19 anos.

É neste local, hoje ajardinado, que se situava o barracão do Parque de Viaturas dos Bombeiros

Ao fundo, entre azulejos representativos das fontes de Caneças, o painel central evoca a presença dos Bombeiros neste local

Em 1983, após  a Câmara Municipal de Loures ter procedido à cedência de um terreno, em direito de superfície por noventa anos, deu-se início ao processo de construção do novo Quartel, com a apresentação de candidatura ao PIDDAC. A verba orçamentada era de 88 700 c. que seria comparticipada pelo PIDDAC em 60%, pela Câmara Municipal de Loures em 30% e pela Associação em 10%.


Maqueta do projecto do novo Quartel


Após sucessivas candidaturas adiadas, a inclusão do Quartel, no PIDDAC, deu-se finalmente em 1991. Logo nesse ano, teve início a construção das fundações e estrutura (primeira fase), procedendo-se, no ano seguinte, à edificação dos toscos e esgotos enterrados (segunda fase). Seguiu-se um período de paralisação, de perto de 4 anos, por falta de verbas.


Aspecto do Quartel, quando as obras estiveram paralisadas entre 1992 e 1995


A Sessão Solene do 17.º Aniversário foi realizada na obra (então parada) do novo Quartel.

À esquerda: O então Comandante Alberto Veríssimo apresenta cumprimentos à Mesa de Honra, após ter sido condecorado.

Abaixo: Aspecto da distinção de alguns Bombeiros.


Reatada a obra em 1995, tiveram lugar os acabamentos (terceira fase), tendo o Quartel sido inaugurado em 24 de Novembro de 1996. Devido aos encargos acrescidos, resultantes da evolução dos preços de construção desde 1983, o Quartel teve um custo final de 220 000 c., apesar das medidas tomadas de redução de alguns acabamentos.


Órgãos Sociais e Corpo de Bombeiros na inauguração do Quartel da AHBVC


Face a um endividamento que se revelou na ordem de quase vinte vezes maior do que o inicialmente previsto, viu-se a Associação confrontada com uma grave crise financeira, que ameaçou a sua existência, e só foi ultrapassada mercê de subsídios de emergência duramente conseguidos junto do Ministério da tutela, Autarquia e Governo Civil. De todas estas diligências resultou uma dívida final de 60 000 c., coberta por um financiamento negociado a 10 anos, junto da Caixa Geral de Depósitos.


Fachada principal do edifício do Quartel da AHBVC


O Comandante Armindo Pinto, na Sessão Solene de inauguração do novo Quartel.

Hoje, mercê das diversas acções de criação de receita, levadas a efeito pela Direcção, e também pelo apoio activo que tem sido recebido do Município de Odivelas, pode dizer-se que a situação financeira da AHBVC é estável, o que, no entanto, exige uma gestão muito atenta, nomeadamente na actual época de restrições orçamentais que estamos vivendo. Entretanto, foi concedida à Associação a posse definitiva do terreno onde se situa o Quartel, o qual passou, assim, a integrar o seu património. Em Dezembro de 2007, ficou integralmente pago o financiamento da construção do Quartel.

Em 2002, a Associação festejou, de forma assinalável, o seu 25.º Aniversário, dispondo actualmente de  instalações condignas e oferecendo à População o serviço de um eficiente Corpo de Bombeiros, utilizando uma frota composta por diversas viaturas de saúde, incêndio e apoio.

Na área Administrativa, conta ainda com a colaboração de uma directora adjunta e de três funcionário(a)s administrativos.


Anteriores Comandantes da AHBVC, desde a sua fundação

Comandante

Alberto Cunha

(1980-1988)

Comandante

Alberto Veríssimo

(1989-1995)

Comandante

Armindo Pinto

(1995-2003)

Comandante

João Lopes Pereira

(2003-2008)


Presidentes dos Órgãos Sociais (triénio 2015 / 2017) e Comandante em exercício 

Presidente da Assembleia Geral

Eng.º José Miguel Ramos

Presidente do Conselho Fiscal

Dr. António Vitorino Nunes

Presidente da Direcção

Domingos Antunes Tomé

Comandante

Manuel Varela da Conceição


AHBVC