Associação  Humanitária  de  Bombeiros Voluntários  de  Caneças


Comemorações dos 25 Anos


 


PROGRAMA DE EVENTOS

Exposição de Pintura

data: 18 a 27 de Janeiro de 2002

local: Casa da Cultura da Caneças

Festival de Dança Rítmica

data: 16 de Fevereiro de 2002

local: Pavilhão Polivalente da AHBVC

Torneio de Futebol “Inter-Bombeiros”

data: 09/10 de Março de 2002

local: Pavilhão de Vale de Lobos

Grande Noite do Fado

data: 09 de Março de 2002

local: Pavilhão Polivalente da AHBVC

Campeonato Nacional de Karaté

data: 20/22 de Abril de 2002

local: Pavilhão Polivalente da AHBVC

Jogo de Futebol (Solteiros e Casados)

data: 25 de Abril de 2002

local: Campo de Montemor

Torneio de Ténis de Mesa (Veteranos)

data: 18 de Maio de 2002

local: Pavilhão Polivalente da AHBVC

Desfile de 25 Fanfarras de Corpos de Bombeiros

data: 19 de Maio de 2002 (16:00 horas)

local: Vila de Caneças (desde a Escola Secundária até ao Quartel de AHBVC)

Dia Municipal do Bombeiro

data: 25 de Maio de 2002 (18:00 horas)

local: Desfile no centro da Vila de Caneças 

Rampa de Vale Nogueira (prova automobilística)

data: 30 de Maio de 2002 (15:00 horas)

local: Vale Nogueira

Taça de Portugal de Ténis de Mesa

data: 22 de Junho de 2002

local: Pavilhão Polivalente da AHBVC

Desfile de Viaturas Antigas de Bombeiros

data: 22 de Junho de 2002

local: Vila de Caneças

Simulacro de Situação de Emergência

data: 06 de Julho de 2002

local: Instalações da Obra do Padre Abel

Festividades do 25.º Aniversário da AHBVC

data: 07 de Julho de 2002 - 14:30 h

local: Sessão Solene no Pavilhão Polivalente da AHBVC

Conselho Nacional da Liga dos Bombeiros Portugueses

data: 07 de Dezembro de 2002 - 09:00 h

local: Sessão de Abertura e Trabalhos no Pavilhão Polivalente da AHBVC

 


Desfile de 25 Fanfarras de Corpos de Bombeiros

(Nas ruas da Vila de Caneças)

No dia 19 de Maio de 2002, teve lugar um desfile de 25 Fanfarras de Corpos de Bombeiros, integrado não só no aniversário da Fanfarra de Caneças, mas também nas comemorações dos 25 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caneças.

As 24 Fanfarras convidadas, e que nos quiseram honrar com a sua presença, foram:

Algés, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de

Almada, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de

Amadora, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da

Bucelas, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de

Cascais, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de

Castanheira do Ribatejo, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de

Coja, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de

Colares, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de

Esmoriz, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de

Famalicenses, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários

Moita, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da

Montijo, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do

Moscavide, Corpo de Salvação Pública de

Odivelas, Associação dos Bombeiros Voluntários de

Peniche, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de

Pinhal Novo, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do

Pontinha, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da

Portimão, Associação dos Bombeiros Voluntários de

Queluz, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de

S. Pedro de Sintra, Associação do Corpo Voluntário de Salvação Pública de

Samora Correia, Corpo de Bombeiros Voluntários de

Seixal, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do

Sintra, Associação dos Bombeiros Voluntários de

Trafaria, Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da

A 25.ª Fanfarra a encerrar o desfile foi, naturalmente, a de Caneças, da qual se mostram abaixo algumas imagens do desfile e coreografia em frente da tribuna onde se encontravam as personalidades convidadas, nomeadamente o Presidente da Câmara de Odivelas, o Vereador da área da Cultura, o 1.º Secretário da Assembleia Municipal e o Presidente da Junta de Freguesia de Caneças.


Desfile de Viaturas Antigas de Bombeiros

(Nas ruas da Vila de Caneças)

No dia 22 de Junho de 2002, realizou-se um desfile de Viaturas Antigas de Bombeiros, integrado nas comemorações dos 25 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caneças.

Foram convidadas a estar presentes as Associações da zona da Grande Lisboa, que se sabia que dispunham de viaturas antigas do Serviço de Incêndio, tendo algumas contribuído com mais do que um carro, de modo a formar-se um desfile com a presença de 25 Viaturas Antigas.

Honraram-nos com a sua colaboração, as Associações de:

Algés, Almada, Alverca, Arruda dos Vinhos, Barreiro, Cacilhas, Camarate, Carcavelos, Cascais, Loures, Moita, Montelavar, Montijo, Moscavide, Odivelas, Pinhal Novo, Queluz, Sacavém, Seixal, Sintra, e Vila Franca de Xira, 

A que se juntou, naturalmente, Caneças que, com os seus 25 anos, já consegue ter algum património histórico nesta área e que fez desfilar duas viaturas.

A viatura mais antiga, que integrou o desfile, data de 1914 e pertence à Corporação de Alverca, enquanto a mais recente, propriedade dos Bombeiros Voluntários do Pinhal Novo, foi construída em 1994 e é uma unidade de intervenção em incêndios industriais. Para além do seu significado simbólico, este desfile conduziu-nos por uma panorâmica de todo o século XX, em matéria de viaturas de Bombeiros portugueses.

Infelizmente, a idade não perdoa e três das viaturas convidadas tiveram avarias de última hora e não puderam alinhar à partida.

As fotos abaixo mostram algumas das viaturas presentes, iniciando o seu desfile à entrada da Vila de Caneças.

   


Exercício de Incêndio Urbano com a Escola de Cadetes

(Na Obra do Padre Abel - Caneças)

No dia 06 de Julho de 2002, realizou-se um Exercício de uma situação de emergência, integrado nas comemorações dos 25 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caneças.

Tratou-se um Exercício de "Incêndio Urbano", com a Escola de Cadetes, e decorreu nas instalações da Obra do Padre Abel, em Caneças.

Tendo sido declarado um incêndio no edifício principal, supostamente originado por um curto-circuito num aquecedor a óleo, sobre o qual estava roupa a secar,  esse incêndio propagou-se a todo o quarto.

Dado o alerta ao Corpo de Bombeiros, procedeu-se à saída de uma equipa com material de primeira intervenção, constituída pelas tripulações de um PSM e uma AMS. Chegada ao local, depara-se com uma criança numa das janelas onde ocorre o incêndio, pedindo ajuda. Por informação dos responsáveis da Instituição, após contagem das crianças evacuadas do referido piso, suspeita-se de existência de uma outra no interior das instalações.

Feito o reconhecimento da situação, procede-se ao salvamento da primeira vítima através de escada lançada do exterior. Entretanto, foi pedido reforço com mais uma AMS e um ATP. Procede-se à busca e salvamento da segunda vítima, conjuntamente com o combate ao sinistro com uma linha de alta pressão, pela escada de serviço do edifício.

O incêndio é circunscrito e dominado, procedendo-se ao rescaldo e à desenfumagem. Entretanto as vítimas são socorridas e estabilizadas no local, após o que se procede ao seu transporte para o hospital.

Neste exercício participaram os seguintes Cadetes:

  • Ana Lopes

  • Bruno Pereira

  • Carlos Silvestre

  • Engrácia Oliveira

  • Joana Castanheira

  • Paulo Oliveira

  • Pedro Silva

  • Rui Martins

  • Sérgio Pinheiro

  • Susana Brito

  • Tiago Salvado

Fizeram o papel de vítimas os Infantes Nelson e Diogo Santos.

Os únicos adultos que participaram directamente neste exercício foram os condutores das viaturas intervenientes.


Algumas imagens do Exercício:

Sai fumo e uma criança, numa janela, pede ajuda

É preparada uma escada e procede-se ao acesso ao local do sinistro

É efectuado o salvamento da primeira vítima

Prestação dos primeiros socorros à vítima, no local do sinistro

A vítima é colocada na AMS para estabilização

Entretanto é preparada uma linha de alta pressão

Entrada no edifício pela escada de serviço para combate ao incêndio e salvamento da segunda vítima

Prestação dos primeiros cuidados à segunda vítima e transporte para a outra AMS que estava no exterior

Transporte das duas vítimas para o hospital

O apoio do auto-tanque não chegou a ser necessário

Missão cumprida. A Escola de Cadetes, os motoristas e as quatro viaturas utilizadas no simulacro. Para mais tarde recordar...

 


Sessão Solene do 25.º Aniversário

(6 e 7 de Julho de 2002)

As cerimónias oficiais do 25.º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caneças foram desdobradas em duas sessões:

Na noite do dia 6 de Julho, realizou-se uma sessão mais "em família", em que se procedeu à condecoração dos Bombeiros e demais entidades individuais ou colectivas que se distinguiram pelos serviços relevantes prestados à causa da Associação e do Voluntariado. Optou-se por este desdobramento, de forma a simplificar a sessão do dia seguinte, dado o elevado número de distinções concedidas, o que necessariamente torna este tipo de cerimónia algo morosa, .

A sessão, para além de ter sido animada com um espectáculo de variedades, foi iniciada pela visualização de uma apresentação audio-visual de "slides" animados, trabalho esse da autoria do Vice-Presidente da área Lúdica, Luís Filipe Pereira, relativa ao historial da Associação e à sua realidade actual. A apresentação foi projectada em écran gigante, instalado no palco, e acompanhada de um fundo musical adequado.

As imagens abaixo mostram alguns dos "slides" mais significativos da apresentação:

As cerimónias do dia 7 de Julho tiveram início cerca das 15 horas e contaram com a presença de diversas entidades governamentais, autárquicas e das estruturas dos Bombeiros.

Presentes, também, o Pároco de Caneças e diversos representantes das Direcções e Comandos de Associações de Bombeiros, dos mais diversos pontos do País.

Procedeu-se à inauguração de três novas viaturas da Associação: uma Ambulância de Transporte de Doentes, um Veículo de Desencarceramento e um Autocarro de Transporte de Pessoal. A inauguração, para além do tradicional derrame de espumante, foi precedida pela benção das viaturas, efectuada pelo Pároco de Caneças.

Seguiu-se a Sessão Solene, iniciada também pela visualização da mesma apresentação de "slides", após o que se constituiu a Mesa de Honra, presidida pelo Presidente da Assembleia Geral, e com a presença do Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, do Presidente da Câmara Municipal de Odivelas, da Presidente da Assembleia Municipal de Odivelas, do Presidente da Junta de Freguesia de Caneças, do Presidente do Serviço Nacional de Bombeiros, do representante da Liga dos Bombeiros Portugueses, do representante da Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa e, ainda, o Inspector Superior de Bombeiros. Também o Presidente da Direcção e o Comandante do Corpo de Bombeiros.

A sessão foi aberta com um discurso de acolhimento aos convidados, pelo Presidente da Assembleia Geral, seguido do Presidente da Direcção e do Comandante do Corpo de Bombeiros.

Durante uma pequena sessão de imposição de condecorações a determinadas individualidades, foi atribuída, à Associação, a Medalha de Ouro de Serviços Distintos da Liga dos Bombeiros Portugueses, a qual foi imposta, no Estandarte, pelo Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna.

Momento em que o Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna impôs, no Estandarte da Associação, a condecoração com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos da Liga dos Bombeiros Portugueses

Seguiram-se os discursos das diversas entidades oficiais, que, naturalmente, não estamos em condições de reproduzir aqui.

A Associação recebeu um presente muito útil, entregue pelo Presidente da Junta de Freguesia de Caneças: Dois conjuntos "Paratec", para trabalhos de desencarceramento em viaturas.

O Presidente da Câmara Municipal, reafirmou a sua firme disposição de garantir o necessário apoio financeiro ao funcionamento das três Associações de Bombeiros do Município.

Os representantes das organizações dos Bombeiros felicitaram a Associação pelo seu aniversário e trabalho desenvolvido, tendo a sessão sido concluída com a intervenção do Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, o qual também afirmou a vontade do Governo em apoiar as organizações de Bombeiros.

Para finalizar as comemorações, foi servido um pequeno beberete que permitiu, agora já de um modo mais informal, uns momentos de confraternização com os convidados. Não podia faltar o Bolo de Aniversário, cujas velas foram apagadas pelo Presidente da Direcção.


Extractos do discurso de abertura do Presidente da Assembleia Geral

... Estamos aqui hoje reunidos para celebrar os 25 anos da nossa Associação. Ao lado de outras associações congéneres, algumas das quais centenárias e com cuja presença nos honram, neste nosso aniversário, somos muito jovens. Temos muito caminho para percorrer e para aprender.

... Mas, nas Associações de Bombeiros, sejam elas centenárias ou jovens, temos todos um problema pela frente que será o desafio das próximas décadas. Refiro-me à crise do Voluntariado.

Nas sociedades modernas, nomeadamente nas áreas mais urbanas, campeia o espírito de egoísmo pessoal, onde, cada vez mais as pessoas vivem preocupadas com as suas próprias vidas e estão cada vez menos predispostas a “trabalhar para a Cidade”.

... Começa a ser um verdadeiro prodígio encontrar-se pessoas que, ao longo de muitos anos, por vezes uma vida inteira, dedicam os seus tempos livres a uma causa social, com sacrifício do seu descanso, dos tempos de convívio familiar e, por vezes, até da própria vida física. O que acabo de referir aplica-se a muitas áreas da intervenção social. Mas aplica-se, de forma muito evidente e, por vezes dramática, à causa do Serviço de Bombeiro Voluntário.

Acabámos de homenagear pessoas que dedicaram e continuam a dedicar muitos anos da sua vida à causa do voluntariado nesta Associação, e não só. Foi uma justa homenagem. Mas não podemos esquecer que homenagear o passado é, ou deverá ser, preparar o futuro.

... Mas, não se julgue que o problema do voluntariado é um problema local. Muito pelo contrário, trata-se de um problema global. Numa sociedade cada vez mais materialista, o fenómeno tem de ser combatido com as mesmas armas. E essas armas só os Governos as detêm.

No limite, se o voluntariado cair gravemente enfermo e colapsar, só restará o recurso aos Bombeiros profissionais, sejam eles municipais ou de qualquer outro estatuto que venha a ser criado. E isso, certamente, será muito mais oneroso para o erário público do que, atempadamente, investir um pouco no tratamento do doente.

As populações, a par de cada vez menos contribuírem – seja em meios financeiros, seja em recursos humanos – para a causa dos Bombeiros, são cada vez mais exigentes na qualidade do serviço a que entendem ter direito. E a prestação desse serviço, com a qualidade necessária, cada vez menos será possível de realizar com soluções amadorísticas de recurso.

A Câmara Municipal de Odivelas, apesar de recentemente criada, foi pioneira na instituição de alguns efectivos de carácter profissional, colocados em cada uma das Associações de Bombeiros do Município. E esse é, sem dúvida, o caminho a seguir: Uma solução mista, com profissionais que assegurem as 24 horas por dia, complementados com o necessário reforço voluntário.

Referiu o Presidente da Direcção, na sua intervenção, o inestimável apoio financeiro que esta Associação tem recebido do Município, apoio esse que eu também agradeço, na certeza de que, sem ele, já teríamos entrado em colapso funcional.

Mas isso não chega! E mais do que isso, ultrapassa a competência e os meios da Autarquia. É aqui que deverá entrar a função do Estado. Como?

Criando, para começar, adequadas verbas institucionais, previstas no Orçamento do Estado, a fim de que os Bombeiros não tenham de andar perpetuamente de mão estendida à “subsidiarite”. Depois, disciplinando as entidades com as quais, estão ou venham a estar instituídos protocolos de financiamento, para que paguem atempadamente as respectivas verbas, de modo a não causar estrangulamentos de tesouraria.

Por último e porque dinheiro vivo nem sempre é tudo aquilo que considero o mais importante ainda: Criação de um Plano Nacional de incentivos, que permita captar os jovens para a causa do Voluntariado.

... Não estou a falar de utopias. Estou a ser muito objectivo e refiro-me a soluções que estão implementadas noutros países da União Europeia.

Refiro-me concretamente a incentivos fiscais, a financiamentos bonificados para aquisição de habitação própria, a benefícios sociais imediatos, como sejam passes gratuitos ou com preços especiais, e a outros benefícios de longo prazo como sejam na área da segurança social ou seguros de vida condignos.

Tudo incentivos que ajudem a cativar os jovens, e nomeadamente, pela sua natureza de continuidade, que os ajude a conservarem-se dentro da instituição.

E, repito, não só para os Bombeiros fardados, mas também para os Quadros Dirigentes.

Com isto, Senhor Secretário de Estado Adjunto da Administração Interna, teremos Bombeiros Voluntários pujantes. Sem isso, o Estado terá seguramente um grave (e muito oneroso) problema para enfrentar a breve trecho.

Hoje estamos a celebrar um aniversário muito especial. O 25.º !

Vamos pois fazê-lo, com a tranquilidade de quem sabe que cumpriu o seu dever. Vamos, porque a festa, tal como o sonho, também faz parte da vida!

Caneças, 7 de Julho de 2002.


Extractos do discurso do Presidente da Direcção

... Um quarto de século ao serviço do voluntariado, voluntariado este que, na nossa opinião, se encontra actualmente numa encruzilhada da sua existência.

Temos a responsabilidade da gestão desta Casa, há já vinte e quatro anos; permitam-me que, neste momento, agradeça a todos aqueles que, através destes anos, me acompanharam nesta aventura.

... Tem sido grande o  esforço financeiro feito nestes últimos seis anos, para o pagamento dos 100 000 cts. da dívida da construção do quartel, bem como na aquisição de viaturas e equipamentos, e se não fosse o  extraordinário apoio do Município de Odivelas, provavelmente já teríamos encerrado as portas.

Não esquecemos, de igual forma, os apoios pontuais que nos têm sido prestados pelo Governo Civil de Lisboa, bem como pelo Órgão tutelar dos Bombeiros, o SNB, mas que, em nossa opinião e neste caso, terão de ser muito mais profícuos em sede de orçamento de estado.

Por outro lado, não poderemos estar quatro e cinco meses à espera do reembolso de verbas relativas ao pagamento da Segurança Social, e de outros subsídios que se encontram protocolados, bem como dos pagamentos das entidades a quem prestamos serviços,  sob pena de estarmos a caminho da insolvência financeira.

Senhor Secretário de Estado não temos dúvidas que os melhores gestores empresariais deste país,  se encontram nas Associações de Bombeiros. Conseguimos sobreviver com arte, engenho e poucos recursos; inventamos dinheiro onde este não existe, recorrendo a tudo e a todos, mas esta situação não poderá continuar, pois a saturação já é muita, para os mais velhos, e pouco apelativa, para os mais jovens.

Vivemos da subsídio-dependência incerta, e como alguém disse: não me dêem o peixe, dêem-me a cana e ensinem-me a pescar. Quero referir-me à necessidade de infra-estruturação das associações, com outros meios de obtenção de receitas próprias a serem investidas nos Corpos de Bombeiros, mas que, logicamente, carecerá de apoio inicial do poder central para a sua execução.

Muito mais haveria a abordar, como a problemática do transporte de doentes em ambulância, com a sua deficitária conta de exploração, e que, a manterem-se os actuais pagamentos do preço do quilómetro, por parte do Ministério da Saúde, teremos eventualmente de denunciar o acordo tripartido existente e passar a cobrar directamente aos utentes.

Mas como estamos em dia de festa, pedimos unicamente a V. Exa., enquanto responsável, no Ministério da Administração Interna, pelos Bombeiros, que estes tenham, do Estado, a atenção e a dignidade das quais são merecedores.